História do Recife: Do surgimento aos dias atuais

Tempo de leitura: 20 minutos

História do Recife: Do surgimento aos dias atuais

O artigo História do Recife: Do surgimento aos dias atuais faz um resgate histórico da cidade do Recife, desde o seu surgimento como um lugarejo habitado por mareantes e pescadores, até os dias atuais como metrópole consolidada e uma das maiores cidades do país. A história do Recife é rica e recheada de fatos marcantes que tiveram sua importância, não apenas para a própria cidade, mas também para o Brasil.

Capitanias Hereditárias

Imagem de Capitanias Hereditárias
Imagem de Capitanias Hereditárias

 

Para entender a história do Recife, precisamos voltar no tempo quando em 1534, o rei de Portugal, D. João III, criou um sistema de administração territorial chamado de Capitanias Hereditárias. Este sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares, principalmente nobres com relações com a Coroa Portuguesa. Ganharam o nome de Capitanias Hereditárias, pois eram transmitidas de pai para filho (de forma hereditária).

O objetivo do rei de Portugal ao criar as Capitanias Hereditárias era de colonizar o Brasil, evitando assim invasões estrangeiras.

Estas pessoas que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidas como donatários. Tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Por outro lado, tinham o direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios).

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Imagem da Divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias.
Imagem da Divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias.

O Brasil foi dividido em quatorze Capitanias Hereditárias, que iam do litoral até a linha do Tratado de Tordesilhas, pois a partir dessa linha as terras pertenciam a Espanha.

Como pode ser visto no mapa ao lado, foram criadas as capitanias do Maranhão (2), do Ceará, do Rio Grande, de Itamaracá, de Pernambuco, da Bahia de Todos os Santos, de Ilhéus, de Porto Seguro, do Espírito Santo, de São Tomé, de São Vicente, de Santo Amaro e de Santana

O sistema não funcionou muito bem. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco deram certo. Podemos citar como motivos do fracasso: a grande extensão territorial para administrar (e suas obrigações), falta de recursos econômicos e os constantes ataques indígenas.

O sistema de Capitanias Hereditárias vigorou até o ano de 1759, quando foi extinto pelo Marquês de Pombal.

Falando especificamente da Capitania de Pernambuco, uma das duas capitanias que alcançaram sucesso, a administração foi atribuída, por Carta de Doação passada por D. João III a 10 de Março de 1534, ao Capitão Donatário Duarte Coelho Pereira, fidalgo que se destacara nas campanhas portuguesas na Índia. A capitania se estendia entre o Rio São Francisco e o Rio Igaraçu, compreendendo:

Imagem de página da carta de doação da capitania de pernambuco
Imagem de página da carta de doação da Capitania de Pernambuco

Trecho da carta de Doação

Sessenta léguas de terra (…) as quais começarão no rio São Francisco (…) e acabarão no rio que cerca em redondo toda a Ilha de Itamaracá, ao qual ora novamente ponho nome rio [de] Santa Cruz (…) e ficará com o dito Duarte Coelho a terra da banda Sul, e o dito rio onde Cristóvão Jacques fez a primeira casa de minha feitoria e a cinquenta passos da dita casa da feitoria pelo rio adentro ao longo da praia se porá um padrão de minhas armas, e do dito padrão se lançará uma linha ao Oeste pela terra firme adentro e a terra da dita linha para o Sul será do dito Duarte Coelho, e do dito padrão pelo rio abaixo para a barra e mar, ficará assim mesmo com ele Duarte Coelho a metade do dito rio de Santa Cruz para a banda do Sul e assim entrará na dita terra e demarcação dela todo o dito Rio de São Francisco e a metade do Rio de Santa Cruz pela demarcação sobredita, pelos quais rios ele dará serventia aos vizinhos dele, de uma parte e da outra, e havendo na fronteira da dita demarcação algumas ilhas, hei por bem que sejam do dito Duarte Coelho, e anexar a esta sua capitania sendo as tais ilhas até dez léguas ao mar na fronteira da dita demarcação pela linha Leste, a qual linha se estenderá do meio da barra do dito Rio de Santa Cruz, cortando de largo ao longo da costa, e entrarão na mesma largura pelo sertão e terra firme adentro, tanto, quanto poderem entrar e for de minha conquista. (…).

Ao receber a doação, Duarte Coelho Pereira partiu para o Brasil com a esposa, filhos e muitos parentes. Ao chegar ao seu lote, fixou-se numa bela colina, construindo uma fortificação, o Castelo de Duarte Pereira, uma capela e moradias para si e para os colonos: seria o embrião de Olinda, constituída vila em 1537.

Em Olinda, sede administrativa da capitania, se instalaram as autoridades civis e eclesiásticas, o Colégio dos Jesuítas, os principais conventos e o pequeno cais do Varadouro. Em fins do sáculo XVI, cerca de 700 famílias ali residiam, sem contar os que que viviam nos engenhos, que abrigavam de 20 a 30 moradores livres.

Origem do Recife

Imagem História do Recife - Carta Foral de Olinda
Imagem História do Recife – Carta Foral de Olinda

O pequeno porto de Olinda era pouco significativo, sem profundidade para receber as grandes embarcações que cruzavam o Oceano Atlântico. Por sua vez, Recife, povoado chamado pelo primeiro donatário de “Arrecife dos navios“, segundo a Carta de Foral passada a 12 de Março de 1537, veio a ser o porto principal da capitania.

A cidade do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a “Arrecife dos navios”, um lugarejo habitado por mareantes e pescadores.

A cidade do Recife começou com alguns pescadores e homens do mar que se estabeleceram na estreita porção de terra, que vinha de Olinda e se alargava para as bandas do extremo sul. Os pesados veleiros, que precisavam refrescar em águas bem abrigadas, livres da agitação do ancoradouro de Olinda, buscaram a sombra dos arrecifes, que se erguiam ao sul.

Imagem do Porto do Recife no século XVII
Imagem do Porto do Recife no século XVII

Assim surgiu o Recife, em função do velho ancoradouro situado entre os arrecifes de arenito e a península, onde se misturavam as águas do mar e as dos dois rios – o Capibaribe e o Beberibe.

A pequena colônia de pescadores fundada em 1537, numa localização privilegiada, chamou a atenção de colonizadores portugueses que fundaram um porto no local. Olinda era a capital da Capitania de Pernambuco e passou a escoar toda a produção de açúcar através deste porto.

A evolução das exportações acelerou as atividades portuárias e desenvolveu a povoação, então chamada Povoação dos Arrecifes, ou Ribeira Marinha dos Arrecifes. Esta prosperidade provocou a invasão holandesa. Estes incendiaram Olinda, fazendo com que um grande fluxo migratório chegasse a Recife. A Cidade iniciava uma nova fase.

Invasão Holandesa

Imagem da Invasão Holandesa
Imagem da Invasão Holandesa

A Holanda organizou uma frota com 67 navios e cerca de 7 mil homens, que desembarcaram na praia de Pau Amarelo, em 16 de fevereiro de 1630, comandados por Hendrick Loncq e Diedrich van Waerdenburgh, dando inicio a grande invasão holandesa, que viria a mudar completamente a história e a importância da cidade do Recife.  Com a vitória, as forças neerlandesas foram reforçadas por um efetivo de mais 6.000 homens, enviados da Europa para assegurar a posse da conquista.

Não foi difícil, inicialmente, a tarefa das tropas holandesas. A conquista de Olinda e do Recife se deu em poucos dias. Havia uma enorme diferença com relação aos recursos militares. Os habitantes fugiam e o governador da capitania de Pernambuco, Matias de Albuquerque, não teve meios para enfrentar os holandeses.

Os invasores holandeses estabeleceram o controle de uma extensa parte do litoral brasileiro que ia do Sergipe ao Maranhão. A Companhia das Índias Ocidentais nomeou um governador para administrar o domínio recém conquistado, que ficou conhecido como o Brasil-holandês.

A povoação do Recife, no ano de 1637, sob domínio holandês,  passa a chamar-se, Mauritsstad , em homenagem a Maurício de Nassau.

Período Holandês

Para o cargo de governador, foi nomeado o Príncipe Johann Mauritius van Nassau-Siegen – Maurício de Nassau, que chegou ao Recife em janeiro de 1637. No período em que governou o Brasil-holandês, entre 1637 a 1644, Nassau procurou estabelecer uma administração eficiente e um bom relacionamento com os senhores de engenho da região. Desse modo, foram colocados a disposição dos proprietários de engenho recursos financeiros, para serem utilizados na compra de escravos e de maquinário para o fabrico do açúcar.

Imagem do período holandês no Recife
Imagem do período holandês no Recife

Acostumados que estavam às terras planas da Holanda, os holandeses preferiram estabelecer-se em Recife. Para os holandeses, certamente nada lembrava mais a terra natal que o povoadozinho do porto, já rebatizado de Recife. Naturalmente, para acomodar a nova corte, mais espaço teria de ser ganho às águas.

Mauricio de Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar o novo continente. Entre estes, destacam-se os pintores Frans Post  e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a fauna e a flora, a farmacopéia local e as doenças tropicais.

Culto, Maurício de Nassau conduziu uma revolução urbanística na cidade: ruas foram planejadas e traçadas, várias pontes foram construídas; Nassau trouxe da Europa grandes arquitetos, engenheiros e paisagistas que deram um ar de metrópole à cidade do Recife.

O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.

Foram feitos aterros e em 1637, Maurício de Nassau, na condição de Governador-Geral, deu início a um plano de urbanização para a construção da chamada Cidade Maurícia. Foram construídos palácios, pontes, escolas, estradas, o primeiro Jardim Botânico do País e até um observatório astronômico. A primeira ponte foi construída em 1643, chamada de Ponte Nassau e depois várias outras pontes foram construídas, dois palácios, igrejas e ruas.

Maurício de Nassau também criou as Câmaras dos Escabinos, que eram órgãos de representação municipal, a fim de estimular a participação política da população nas decisões de interesse local. Durante o governo de Maurício de Nassau, as vilas de Recife e Olinda passaram por um intenso processo de urbanização e melhoramentos que mudaram completamente a paisagem local.

No período holandês, é fundada no Recife a primeira sinagoga das Américas.

O planejamento da Companhia das Índias Ocidentais, no entanto, não era bem transformar Recife em uma metrópole, e sim conseguir lucros com as plantações de cana-de-açúcar. Daí uma certa irritação com Maurício de Nassau, o que resultou no seu chamado de volta à Holanda, em 1644. Sem Maurício de Nassau, cessaram as festas, os saraus e os empréstimos, e começaram as cobranças de dívidas.

Os portugueses acharam, então, que era hora de expulsar os invasores.

Em 1654, período em que os holandeses foram expulsos de Recife, a cidade já era um entreposto comercial.

Fim do Período Holandês

Com o fim do domínio espanhol sob Portugal, em 1640, o novo rei português, D. João IV, decidiu recuperar o Nordeste brasileiro retirando-o do domínio holandês. Maurício de Nassau já havia partido e, para explorar ao máximo a produção do açúcar brasileiro, a Holanda adotou inúmeras medidas impopulares, em especial o aumento dos impostos, o que contrariava os interesses dos proprietários de engenho.

A luta contra os holandeses no Nordeste brasileiro foi iniciada pelos próprios senhores de engenho da região e durou cerca de dez anos. Sob iniciativa dos senhores, os colonos da região foram mobilizados e travaram várias batalhas contra os holandeses. As mais importantes foram a de Guararapes e Campina de Taborda.

Imagem de Insurreição Pernambucana
Imagem de Insurreição Pernambucana

Mas a expulsão definitiva dos holandeses teve início em junho de 1645, em Pernambuco, através da eclosão de uma insurreição popular liderada pelo paraibano André Vidal de Negreiros, pelo senhor de engenho João Fernandes Vieira, pelo índio Felipe Camarão e pelo negro Henrique Dias. A chamada Insurreição Pernambucana, chegou ao fim em 1654, tendo libertado o Nordeste brasileiro do domínio holandês.

Porém, a expulsão dos holandeses do território brasileiro teria um impacto negativo sobre a economia colonial. Durante o período em que estiveram no Nordeste, os holandeses tomaram conhecimento de todo o ciclo da produção do açúcar e conseguiram aprimorar os aspectos técnicos e organizacionais do empreendimento. Quando foram expulsos do Brasil, dirigiram-se para as Antilhas, ilhas localizadas na região da América Central.

Evolução do Recife

Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal, chamados pejorativamente de “mascates”, estabeleceram-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.

Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, elevado à categoria de vila independente em 1710. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas na cidade, com destaque para o Convento de Santo Antônio, a Capela Dourada e a Igreja da São Pedro dos Clérigos.

Imagem de mapa do Recife em 1771
Imagem de mapa do Recife em 1771

No início do século XVIII o núcleo central já estava bem consolidado. A cidade começou a crescer lentamente, partindo do centro para o interior acompanhando as vias de circulação que se desenvolviam obedecendo aos condicionantes topo-hidrográficos, bem como hidrovias e ferrovias. Os engenhos destas áreas foram aos poucos sendo divididos em sítios e lotes dando origem a alguns bairros como, Madalena, Torre, Derby, Beberibe, Apipucos e Várzea.

No início do século XIX, houve um grande desenvolvimento na cidade, em especial no bairro da Boa Vista que cresceu em direção ao Derby e Santo Amaro (neste momento existia a ligação com Santo Antônio e São José através das pontes da Boa vista e Princesa Isabel).

Em 1823 a vila do Recife passou a ser cidade e, finalmente, em 1827 foi elevada à condição de capital.

O crescimento da cidade está ligado ao fato da abertura dos portos às Nações Amigas, em função da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Não se deve esquecer, que no final do século XIX a abolição da escravatura gerou um grande movimento migratório dos escravos para a cidade do Recife em busca de melhores condições de vida, surgindo então, os Mocambos.

Durante o século XIX, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praieira, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem estava subordinado a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento da cidade. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.

Nesta etapa  da história, as áreas mais populosas da cidade do Recife eram exatamente os bairros do Recife, Santo Antônio e São José, que já mostravam uma malha urbana consolidada e bem definida, apresentando ruas longas, sendo cortadas por travessas e ruas de menor porte. O bairro de São José começava a confirmar sua vocação para o comércio, pois parte de seus sobrados apresentavam comércio no pavimento térreo e habitação nos superiores, bem como a presença do Mercado de São José, inaugurado em 7 de setembro de 1875. A malha urbana era bem definida e apresentava alguns pátios e o largo do mercado.

platacidaddorecife1906No início do século XX, o centro da cidade, era constituído pelos bairros do Recife, Santo Antônio, São José e boa parte da Boa Vista, já havendo uma consolidação dos bairros periféricos.

Nesse mesmo período a cidade buscou se modernizar usando como modelo as formas arquitetônicas europeias, assim como a adoção dos costumes do Velho Mundo considerados “civilizados” tentando com isso se libertar da imagem de atraso atribuída ao seu passado colonial.

No fim do século XIX Recife era um empório comercial. Inicia-se, então, a implantação de indústrias. O desenvolvimento da Capital deu origem a fluxos migratórios causando altas taxas de desemprego e subemprego e à construção de moradias em mangues e elevações, formando os mocambos com precárias condições de vida.

Recife no Século XX

Na primeira metade do século, o Recife assume o caráter de um grande centro de atração de imigrantes. Entre outros motivos que explicam este fato, estão o processo de industrialização e a desarticulação dos antigos sistemas de produção rural. A desarticulação privilegiou os grandes latifundiários expulsando os menores que, sem condições de produzir, vendiam suas terras e vinham em busca de melhores condições de vida na cidade grande.

Imagem de construção da Avenida Dantas Barreto
Imagem de construção da Avenida Dantas Barreto

Entre os anos 20 e 40 o Recife teve um crescimento populacional da ordem de 46%. No entanto, a oferta de bens e serviços coletivos não cresceu na mesma proporção.

A maior concentração urbana se localizava as margens do rio Capibaribe, direcionando-se para o Derby e bairros do entorno. A cidade cresceu aceleradamente, incorporando mangues, alagados, o leito dos rios sendo aterrados, ou mesmo subindo os morros até chegar na Mata Atlântica.

Neste século, Recife conheceu uma grande evolução urbana, com a construção de diversas avenidas, como a Av. Caxangá, Av. Domingos Ferreira, Av. Dantas Barreto, Av. Recife, e viadutos como o Viaduto das Cinco Pontas e o Viaduto Joana Bezerra, facilitando em muito a circulação pela cidade.

Recife dos dias atuais

Imagem panorâmica da cidade do Recife
Imagem panorâmica da cidade do Recife

A cidade do Recife chega ao Século XXI consolidada como grande metrópole, com uma área de 218,435 kme população estimada de 1.617.183, classificada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como uma metrópole regional.

Ao todo, são 94 bairros, distribuídos pelas regiões, sendo o mais populoso o bairro de Boa Viagem com 122.922 residentes e o menos populoso o bairro de Pau-Ferro com 72 residentes.

Como metrópole, Recife sedia grande número de instituições e empresas públicas e privadas, tais como o Comando Militar do Nordeste, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, a SUDENE – Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, a INFRAERO – Superintendência Regional Nordeste da Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária, a TV Globo Nordeste, a CHESF – Companhia Hidrelétrica do São Francisco , a Construtora Queiroz Galvão, entre outras.

A cidade do Recife destaca-se ainda por concentrar:

  • O maior parque tecnológico do Brasil, o Porto Digital;
  • O maior número de consulados estrangeiros fora do eixo Rio-São Paulo, sendo inclusive a única cidade do Norte e Nordeste que sedia um consulado dos Estados Unidos;
  • O mais importante polo médico do Norte e Nordeste;
  • O mais moderno aeroporto do Norte e Nordeste;
  • O maior PIB – Produto Interno Bruto per capita entre as capitais da Região Nordeste do Brasil;
  • Uma forte indústria da construção civil;

A cidade do Recife consolidou-se também pelo turismo, recebendo visitantes de todo o mundo, atraídos pelas suas praias de águas mornas, pela beleza de seus rios e pontes, por sua diversidade cultural, pelos seu animado carnaval, por sua gastronomia e pela sua história.

 

 

 

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2 Comentários


  1. Os holandeses tinham um tempo determinado para ficarem no Recife.
    Eles não foram expulsos, foram embora, só tinham 25 anos para ficar no Brasil, não era pro Brasil receber investimento, no caso Recife, eles vieram aqui no intuito de controla a produção do açúcar e dominar o território.

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    1. Recife tem tudo pra ser uma cidade de primeiro mundo, só resta avisar aos turistas que aqui desembarcam para tomarem cuidado com a segurança!

      Responder

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