Ataques de tubarão em Recife – Conheça a verdade e as causas desse fenômeno.

Tempo de leitura: 19 minutos

Ataques de Tubarão em Recife

Imagem de cartaz do filme Tubarão
Imagem de cartaz do filme Tubarão

No ano de 1975, na pequena cidade de Amity Island, uma garota é encontrada morta na beira da praia, possivelmente por um ataque de tubarão. O xerife Brody tenta fechar a praia, mas o prefeito não permite com medo de criar pânico, uma vez que a cidade depende dos turistas. Porém, uma criança é morta pelo tubarão e inicia-se uma caçada por todos os pescadores, atraídos por uma recompensa. Logo um tubarão é capturado, mas o especialista, chamado pelo xerife, diz não se tratar daquele que vem aterrorizando o local, por ter uma mandíbula menor que aquela que provocou ferimentos nas vítimas. Após a certeza de terem pego o tubarão errado, o xerife e o especialista alertam o prefeito mais uma vez para interditarem a praia, porém sem sucesso. No feriado de 4 de julho ocorre outro ataque, aterrorizando não só os turistas, como os moradores. O xerife parte então com um cientista e um insano pescador para tentar localizar o verdadeiro perigo.

Assim se desenrola uma estória de ataque de tubarão, que mesmo sendo ficção, mexeu com a imaginação de todo o mundo. As salas de cinema de todo o mundo ficaram lotadas e as pessoas impressionadas com aquela ameaça. O tubarão entrava em nossas vidas de forma permanente e ninguém, a partir de então, conseguiria entrar no mar sem lembrar do filme.

Ataques de tubarão – Os habitantes da cidade do Recife e seus turistas jamais poderiam imaginar que a ficção se tornaria realidade.

É verdade que sempre houve a presença de tubarões nas praias do Recife, afinal o mar é o seu habitat natural, e alguns pouquíssimos casos de ataques eram contados pelos mais velhos.

Na minha infância escutei histórias sobre um padre que teria sido atacado na praia de Piedade, porém o tubarão nunca foi reconhecido como uma ameaça pelos recifenses. Eu mesmo, sempre tomei banho de mar despreocupado.

De repente, a partir de 1992, começaram a ocorrer ataques de tubarão com frequência nas praias do Recife e sessenta e três casos de ataques a surfistas e banhistas foram registrados desde então. Destes ataques, vinte e quatro vítimas morreram.

O que ocorreu? Que mudanças provocaram esses ataques? Por que os tubarões passaram a atacar os banhistas nas praias do Recife?

Vamos entender este fenômeno.

Os tubarões sempre povoaram o imaginário do ser humano. Grandes espécies, como o tubarão branco e o tubarão tigre, são capazes de matar uma pessoa com apenas uma mordida. Peles espessas, força bruta e dentes afiados tornam o embate desigual.

“Temos a tendência de encarar a praia como uma extensão da cidade”, explica o biólogo marinho Otto Gadig, coordenador do Laboratório de Pesquisa de Elasmobrânquios da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Mas um banho de mar não é o mesmo que um mergulho na piscina do clube. “Assemelha- se mais a caminhar na floresta”, esclarece Gadig. Não importa quantos prédios modernos ou postos salva-vidas sejam construídos de frente para a água: o oceano é um ambiente selvagem.

Imagem de Tubarão
Imagem de Tubarão

Mais de 500 espécies de tubarões são conhecidas, entre as incontáveis formas de vida do ambiente marinho. De acordo com as estatísticas oficiais do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões, apenas quatro dessas espécies são reconhecidas como potencialmente perigosas aos seres humanos: o tubarão-branco, o tubarão galha-branca – oceânico, o tubarão cabeça-chata e o tubarão tigre.

É difícil identificar a espécie de tubarão que realizou o ataque, só quando ele é visualizado ou quando se consegue resgatar um dente. O tubarão ataca em função de uma confusão, ele confunde o ser humano com uma presa de seu habitat. As vezes ele faz uma mordida exploratória e percebe que o ser humano não faz parte da sua dieta alimentar.

A presença do tubarão branco nunca foi registrada no Nordeste do Brasil, pois, por ser um dos poucos tubarões de sangue com temperatura mais alta do que a do ambiente, o tubarão branco prefere regiões nas quais o oceano é mais frio.

O tubarão galha-branca – oceânico vive em remotas águas abertas.

O tubarão cabeça-chata  (Carcharhinus Leucas) e o tubarão tigre  (Galeocerdo Cuvier) são apontados como os prováveis autores dos ataques no Recife.

As duas espécies são conhecidas pela ferocidade de seus ataques e pelo grande apetite. Uma prova desse poder predatório é que já foram encontrados no estômago de tubarões capturados os mais variados objetos, como placas de carro, garrafas, sacos plásticos e até mesmo latas de cerveja.

Imagem de Tubarão Cabeça Chata
Imagem de Tubarão Cabeça Chata

Tubarão Cabeça Chata  (Carcharhinus leucas)

O Tubarão Cabeça Chata  é o mesmo Tubarão Touro ou simplesmente Cabeça Chata. É o tubarão mais perigoso para o homem, sendo muito numeroso e bem-sucedido devido ao fato de poder viver tanto em água salgada como em água doce.

Tem nariz largo e achatado, olhos pequenos, barriga branca e corpo acinzentado.

O cabeça-chata é um dos tubarões que mais atacam seres-humanos. Pode ser encontrado em dois habitats distintos, sendo mais frequente em mares tropicais. Porém, por possuir uma glândula que evita perda de sal do corpo, pode nadar em águas doces, subindo cabeceiras de rios.

Tamanho – Crescem até 3,5 metros.

Dieta – O cabeça-chata come peixes, incluindo outros tubarões (comem até tubarões da mesma espécie), arraias, tartarugas marinhas, pássaros, golfinhos. Este tubarão é capaz de comer quase tudo.

Habitat – São encontrados perto de costas das praias , mas podem viver por um tempo em rios e lagoas , já foi encontrado 3 km acima no rio Mississipi (nos EUA) e a 4 km acima do rio Amazonas (no Brasil). São capazes de viver em profundidades que variam de 30 m ou até menos de 1 m,

Reprodução – São vivíparos e nascem mais ou menos 13 filhotes a cada gestação, que dura 1 ano. Os filhotes nascem com 70 cm de comprimento e são encontrados normalmente em baías e em boca de rios. Possuem expectativa de vida de 14 anos.

Tubarão TigreTubarão Tigre (Galeocerdo cuvier)

O tubarão tigre  é um dos mais temidos tubarões, pertence à família dos carcarinídeos de águas tropicais e subtropicais, encontrado em diferentes ambientes e comum no Nordeste do Brasil. Chega a medir até 6 m de comprimento, possuindo corpo robusto, cabeça larga e achatada, focinho curto e arredondado, nadadeira caudal pontuda, dorso variando de cinza-escuro a cinza-amarronzado com manchas escuras verticais.

É muito agressivo, sendo a espécie com maior número de ataques. Sua pesca comercial é realizada com espinhel e rede pesada. O seu nome provêm das riscas pretas que apresenta ao longo das costas, que vão desaparecendo à medida que o tubarão envelhece.

O tubarão tigre é um predador perigoso, conhecido por comer um reportório notável de coisas.

Este tubarão tem ganho uma recente notoriedade devido aos seus ataques a mergulhadores e surfistas no Hawaii.

 Tamanho – Crescem até 6 metros.

Dieta  – O tubarão tigre come peixes, tartarugas marinhas, carangueijos, moluscos , mamíferos, pássaros que vivem perto do mar, répteis, outros tubarões ou qualquer outra coisa que achar.

Habitat – Vive em mares tropicais, em mares temperados, perto da costa e também em mar aberto.

Reprodução – São ovíparos e geram mais de 82 filhotes a cada gestação. A gestação é similar a dos humanos, dura 9 meses. Os filhotes nascem com mais ou menos 80 cm e completamente independentes.

Estatísticas de ataques de tubarão em Recife

De acordo com o site Global Shark Attack File, especializado em ataques de tubarão em todo o mundo, houveram 69 ataques de tubarão em Recife no período de 1947 até 2015, sendo distribuídos da seguinte forma:

No período de 1947, quando houve o primeiro registro, até 1991, portanto em 45 anos, foram registrados 3 ataques de tubarão nas praias do Recife.

Enquanto no período de 1992 até 2015, portanto em 24 anos, foram registrados 66 ataques de tubarão nas praias do Recife.

Imagem de Praia de Boa Viagem
Imagem de Praia de Boa Viagem

Algo de diferente passou a ocorrer nas tranquilas praias do Recife a partir de 1992.

É possível encontrar diversos fatores para explicar esses ataques de tubarão nas praias do Recife, mas os especialistas consideram que talvez o principal deles tenha sido a construção do porto de Suape, ao sul de Recife.

Este porto foi inaugurado em meados da década de 80, mas passou a funcionar a pleno vapor a partir dos anos 90. E foi exatamente nesse período que começaram a ocorrer, com mais frequência, os ataques de tubarões nas praias metropolitanas de Recife.

Na opinião do pesquisador Fábio Hazin da Universidade Federal Rural de Pernambuco, “Parece haver uma correlação significativa entre o número de navios do porto e a ocorrência de ataques. Os tubarões reconhecidamente costumam seguir grandes embarcações”, afirma o biólogo.

Mas também existem outros fatores que contribuem para o problema, como a elevação do número de surfistas e banhistas no mar, a crescente pesca de arrasto de camarão, com os barcos despejando restos da pescaria no mar, o que atrai os tubarões, a topografia do relevo submarino da região e até mesmo algumas condições climáticas, como a influência dos ventos nas correntes marítimas.

Ventos preocupantes

A maioria dos ataques ocorre quando o vento sopra forte de sul e sudeste. Nesses dias, as correntes oceânicas do Sul para o Norte se intensificam, trazendo para perto das praias de Recife os tubarões que seguem os rastros de navios no porto de Suape.

Vítima preferencial

Os surfistas são os que mais sofrem, pois ficam muito tempo na água. Além disso, as ondas se formam longe da praia, perto do banco de areia, aproximando ainda mais surfistas e tubarões, que podem confundir as pernas boiando na água com peixes se debatendo.

Porto polêmico

O crescimento das atividades do porto de Suape, ao sul de Recife, fez aumentar o tráfego de navios na região. Atraídos pelos restos de alimentos e dejetos jogados no mar, tubarões seguem as embarcações, aproximando-se da costa.

Maternidade nova

A destruição de mangues onde foi construído o porto de Suape fez com que as fêmeas de tubarão cabeça-chata que usavam o local para procriar migrassem para o estuário do rio Jaboatão, ao norte. Esse rio desemboca exatamente nas praias de Recife.

Canal tentador

Um banco de areia se estende no mar a cerca de mil metros das praias recifenses. Entre essa longa faixa, com profundidade entre 1 e 3 metros, e a praia é formado um canal profundo (entre 5 e 8 metros), que se transforma numa espécie de refeitório para os tubarões.

Comida fácil

O problema da existência de um canal entre as praias e o banco de areia é que ele atrai várias espécies de raias, justamente um dos “pratos favoritos” dos tubarões. A presença de tantas presas nessa área faz os tubarões permanecerem mais tempo perto das praias.

Mas será que ataques de tubarão ocorrem apenas no Recife?

Não é verdade, os ataques de tubarão ocorrem em todos os lugares em que há o encontro do homem com o tubarão. Alguns lugares, no entanto reúnem condições mais propícias para a ocorrência.

Conheça dez das principais localidades com incidência de ataques de tubarão em todo o mundo.

Boa Viagem, Brasil

O litoral do Recife é o ponto que mais sofre de ataques de tubarão em toda a América do Sul. Uma das praias mais perigosas é também uma das mais frequentadas: trata-se da praia de Boa Viagem, onde diversos cartazes indicam aos turistas a presença destes animais. As espécies mais encontradas são os tubarões cabeça chata e tubarões-tigre.

New Smyrna Beach, Estados Unidos

Os tubarões cabeça-chata que infestam as águas de New Smyrna Beach fizeram desta região no nordeste da Flórida o local com o maior número de ataques por ano. Situada no condado de Volusia, a praia nunca registrou mortes por ataques de tubarão, apenas ferimentos.

Sharm el Sheikh, Egito

A cidade de Sharm el-Sheikh é o principal destino turístico no litoral egípcio. Visitantes do mundo inteiro prestigiam a região para mergulhar em águas cristalinas e ideais para mergulho. Entre a grande biodiversidade local encontra-se também a presença de tubarões, responsáveis por alguns ataques nos últimos anos.

Coffin Bay, Austrália

Ataques de tubarão são frequentes no extenso litoral da Austrália. Apesar de ter praias paradisíacas, a área de Coffin Bay, no sul do país, tem altos índices de ataques e não é nada recomendada para quem quer dar um mergulho sem perigo.

Califórnia, Estados Unidos

O litoral norte da Califórnia é bastante frequentado por tubarões de diversas espécies. Uma centena de ataques foram registrados na história e os tubarões são avistados com frequência em pontos como a cidade de Santa Cruz e a praia de Surf Beach.

Fish Hoek Beach, África do Sul

As águas que rodeiam a Cidade do Cabo são conhecidas por sua grande quantidade de tubarões, entre eles o temido tubarão-branco. Com cerca de 1,5 quilômetro de extensão, a praia de Fish Hoek Beach é uma das mais perigosas da região, com frequentes ataques de tubarões a surfistas e banhistas.

Topsail Island, Estados Unidos

Situada no litoral do estado da Carolina do Norte, a Topsail  Island é um dos locais com mais tubarões no litoral leste dos Estados Unidos. A ilha tem cerca de 50 quilômetros de praias, que são muito procuradas por turistas durante o verão apesar da presença de tubarões-martelo e tubarões-tigre.

Lyman Beach, Havaí

O Havaí tem belas praias, uma linda natureza e ondas perfeitas, mas também o perigo de encontrar tubarões. Nos últimos anos, a praia de Lyman Beach da ilha de Big Island foi palco de diversos ataques de tubarões-tigre, espécie mais encontrada no arquipélago.

Cancun, México

Cancun é um destino conhecido pela beleza de suas praias e pelo agito de suas baladas. Mas, as águas cristalinas deste trecho do Caribe mexicano também registram ocasionais ataques do predador.

Dyer Island, África do Sul

A ilha de Dyer Island, na África do Sul, é conhecida como “Meca dos tubarões-brancos”. Os perigosos animais são atraídos pela presença de pinguins e focas, e são facilmente avistados em mergulhos com jaulas.

Então devemos acabar com os tubarões?

Tubarões encontram-se entre os animais mais temidos do planeta. As chances de ser atacado por um tubarão são relativamente raras, mas, em certos lugares, estatísticas e notícias deixam os turistas com receio, preferindo curtir o passeio na areia em vez de entrar na água.

Por que preservar os tubarões?

Eles estão no topo da cadeia alimentar oceânica, são os mais importantes predadores marinhos, sua escassez acarretará consequências irreversíveis ao equilíbrio dos ecossistemas em que vivem e a outras espécies de seres vivos.

Eles evitam a explosão demográfica de grande quantidade de animais que habitam os oceanos. Funcionam como uma espécie de controle de natalidade. Esta função é necessária porque, se uma espécie aumenta descontroladamente sua população, pode desencadear grande desequilíbrio no meio ambiente.

Equilíbrio marinho

Apesar do temor que afronta o imaginário de banhistas e surfistas, é importante a existência dos tubarões para a manutenção e equilíbrio do ecossistema marinho.

Os tubarões são chamados de lixeira do mar, fazem o papel dos urubus, comem objetos em decomposição, tem um papel fundamental.

A proteção dos tubarões é fundamental para o equilíbrio do meio marinho, argumenta o biólogo Carolus Vooren, do departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande, na cidade gaúcha de Rio Grande. Vooren conta que no mar existem três tipos de seres vivos: produtores, consumidores e decompositores. A vegetação, muito dela microscópica, é um exemplo de produtores. Os atuns, raias e tubarões são consumidores. Comem de tudo e aproveitam 10% do que ingerem, devolvendo ao meio o restante. Suas excreções serão aproveitadas pelos decompositores, as bactérias, que as transformam em sais de fósforo e de nitrogênio para a água, que passa a ser fértil. “Se a população de consumidores é menor, o ecossistema se torna pobre. Se formos comparar com um solo, sem equilíbrio ele perde a fertilidade”.

O equilíbrio natural, em geral, prevê que animais grandes tenham uma gestação maior. A fêmea desse predador sem adversários naturais no meio marinho passa meses com o filhote antes do parto. O número de meses pode variar de acordo com a espécie e a temperatura da água. Cada fêmea tem poucos filhotes por ano, de quatro a quinze. É por esta razão que a pesca deste grande peixe preocupa. A reposição do estoque da espécie é lenta.

Você sabia?

  • Os tubarões habitam o mar há mais de 400 milhões de anos. Eles são 100 vezes mais antigos do que nós, seres humanos;
  • Existem mais de 400 espécies de tubarões e apenas cerca de 12 delas podem atacar o homem;
  • O tubarão, além dos 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato), percebe as vibrações na água e o batimento cardíaco de uma presa;
  • Apenas 20% das espécies de tubarão atingem mais de 2 metros de comprimento. A maioria mede menos que 1 metro.
  • A cada ano, cerca de 100.000.000 (cem milhões) de tubarões são mortos pelo homem, enquanto que entre 100 e 150 pessoas têm algum tipo de incidente provocado por tubarões;
  • Os tubarões têm um papel fundamental na manutenção do equilíbrio do ecossistema marinho, fazendo o controle biológico, evitando o crescimento populacional exagerado de outros animais;
  • Nós, humanos, não fazemos parte do hábito alimentar do tubarão.

Alimentação dos Tubarões

Esses animais consomem grande variedade de organismos. Dependendo da espécie, podem se alimentar de focas, leões marinhos, peixes, tartarugas, polvos, lulas, lagostas, caranguejos, aves, e até organismos microscópicos, que vivem ao sabor das correntes marinhas, conhecidos como plâncton.

O tubarão não se alimenta de seres humanos. Ele ataca confundindo-nos com uma presa da sua cadeia alimentar ou para identifica-la como tal, através de mordidas exploratórias.

O que fazer para evitar ataques de tubarão?

A melhor defesa contra tubarões é respeitar o seu habitat. Se no local há placas ou salva-vidas alertando sobre o perigo de ataques, não entre na água. Só no Brasil são mais de 8 mil quilômetros de litoral, então evite entrar justamente numa região onde há maior incidência de tubarões.

Dicas Importantes

Caso você veja um tubarão, não se desespere, pois ele já percebeu a sua presença há muito tempo. Nade até a praia ou a um barco próximo.

O que fazer para minimizar a possibilidade de incidente com tubarão?

Obedecer às placas de advertência fixadas nas praias, procurar banhar-se sob orientação dos guarda-vidas e evitar o banho de mar nas seguintes circunstâncias:

  • Em áreas de mar aberto, ou seja, sem a proteção dos recifes naturais ou artificiais;
  • Nas marés altas, principalmente nos períodos de lua cheia e lua nova;
  • Ao amanhecer e ao cair da tarde, quando os tubarões são mais ativos;
  • Na boca de rios, porque as correntes da maré vazante são mais intensas, podendo arrastar o banhista para o mar ao largo, além de haver uma maior probabilidade da presença do tubarão Cabeça Chata;
  • Em águas que ultrapassem a linha da cintura;
  • Quando a água estiver turva, especialmente nos períodos chuvosos;
  • Se estiver sozinho, pois os tubarões, normalmente, atacam presas solitárias;
  • Se estiver com qualquer tipo de sangramento;
  • Com joias ou objetos brilhantes;
  • Quando ingerir bebidas alcoólicas.
Imagem de praia de Boa Viagem
Imagem de praia de Boa Viagem

Agora que você já conhece muito sobre tubarões e os riscos associados, aproveite as praias com precaução, mas não deixe de se divertir, pois um banho de mar é uma das coisas mais relaxantes e divertidas que a natureza nos proporciona.

 

 

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2 Comentários


  1. Matéria muito educativa que ajuda a esclarecer os leigos quanto a importância de cuidar dos nossos ecossistemas e da vida marinha entre outras.

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